...A próposito da reportagem sobre hortas urbanas, associado ao tema O campo na cidade, saiu uma referência ao projecto és um doce.
Tudo começou por uma procura, da parte da revista, de hortelões... suscitou-lhes interesse, pelo facto de 5 designers que directa e indirectamente estão ligados á agricultura e dentro de tudo o que estamos a construir, umas coisas em conjunto A nossa empresa, FLORESTA VIVA, e outras a título individual "És um doce".
Deram maior relevância ao És um doce, por se inserir mais no conceito da revista e porque é uma alternativa a comercializar os excedentes... Nós ficamos contentes...
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
.. A vida do lado de cá...
A Tia Ana morreu... com 43 anos, deixou os campos das fragas... deixou o gato bé..deixou a ovelha joana... deixou saudades!!!
A Ana sempre foi uma mulher dura, como a vida a fez! Sempre viveu daquilo que a terra lhe dava...Sempre soube guardar o que a ela lhe pertencia, aprendeu sozinha o que era Mundo e com 43 anos, a má sorte trouxe-lhe a doença que ela descredibilizou... achamos sempre que somos imortais, não é??... E até somos, porque pessoas como a Ana não morrem...
As fragas, estão agora sozinhas... Não sei se lá voltarei... fui lá muito feliz! Tive um balancê numa Oliveira, tive aventuras nas Eiras..na poça... tinha morangos nas bordas..Fazia raminhos com pão com queijo ( prímulas), brincava ás cabeleireiras com as barbas de milho... andei de burro.. andei a cavalo... sempre tive medo aos bois ( ainda tenho)..Pisei uvas, ouvi o meu avô a tocar viola... brincava no milho que secava ao sol..apanhava amoras...
Ainda sinto o cheiro que se fazia sentir a caminho das fragas, depois da sesta da tarde, nas férias de Verão...quando o calor amainava, lá iamos nós de chapéuzinhos na cabeça..Eu a minha mãe e o meu irmão... ao longe, já ouviamos o meu avô a chamar pela Ana... " ó Ana..." " Senhor..." respondia ela...ouviasse ainda vinhamos longe...
Sou uma priveligiada, sou feita de cheiros do campo, sou da cor da erva..dos sons das levadas..tenho em mim o amor á terra... isto não se percebe se não se viveu...
Até sempre tia Ana
A Ana sempre foi uma mulher dura, como a vida a fez! Sempre viveu daquilo que a terra lhe dava...Sempre soube guardar o que a ela lhe pertencia, aprendeu sozinha o que era Mundo e com 43 anos, a má sorte trouxe-lhe a doença que ela descredibilizou... achamos sempre que somos imortais, não é??... E até somos, porque pessoas como a Ana não morrem...
As fragas, estão agora sozinhas... Não sei se lá voltarei... fui lá muito feliz! Tive um balancê numa Oliveira, tive aventuras nas Eiras..na poça... tinha morangos nas bordas..Fazia raminhos com pão com queijo ( prímulas), brincava ás cabeleireiras com as barbas de milho... andei de burro.. andei a cavalo... sempre tive medo aos bois ( ainda tenho)..Pisei uvas, ouvi o meu avô a tocar viola... brincava no milho que secava ao sol..apanhava amoras...
Ainda sinto o cheiro que se fazia sentir a caminho das fragas, depois da sesta da tarde, nas férias de Verão...quando o calor amainava, lá iamos nós de chapéuzinhos na cabeça..Eu a minha mãe e o meu irmão... ao longe, já ouviamos o meu avô a chamar pela Ana... " ó Ana..." " Senhor..." respondia ela...ouviasse ainda vinhamos longe...
Sou uma priveligiada, sou feita de cheiros do campo, sou da cor da erva..dos sons das levadas..tenho em mim o amor á terra... isto não se percebe se não se viveu...
Até sempre tia Ana
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Os patos ...
É pateira que se chama, o sitio aonde moram os patos???... Galinheiro não pode ser....!!!!
Não, não é a minha filha a colocar a questão...sou eu mesma!!!!
Está em bom caminho, falta: colocar as telhas na casinha, fazer um laguinho..enfim, construir o SPA dos patos não é assim de uma hora para a outra... Mas o Rafael está empenhado...chegou também a ajuda do vizinho João e a coisa está a correr bem...
Os patos chegaram cá a casa, oferecidos pela mãe da nossa vizinha Gisela ( Que boa vizinhança, pensam vocês...Nós pensamos também!!!!) Veio um pato e uma pata, que tiveram 18 ovos... mas infelizmente, a pata morreu ( foi o instinto do Zola, o nosso cão, que é um cão de presa...há quem diga que não tem a ver com instinto mas com dentes...enfim...)
Como a D.São tinha uma galinha a chocar uns ovinhos...acrescentou-lhe mais alguns e contra as espectativas, conseguiram nasceram 7 patos!!!! Honestamente não sei destinguir um pato de uma pata...não sei se estes 7 brevemente se transformarão em 70...a ver vamos...
Não, não é a minha filha a colocar a questão...sou eu mesma!!!!
Está em bom caminho, falta: colocar as telhas na casinha, fazer um laguinho..enfim, construir o SPA dos patos não é assim de uma hora para a outra... Mas o Rafael está empenhado...chegou também a ajuda do vizinho João e a coisa está a correr bem...
Os patos chegaram cá a casa, oferecidos pela mãe da nossa vizinha Gisela ( Que boa vizinhança, pensam vocês...Nós pensamos também!!!!) Veio um pato e uma pata, que tiveram 18 ovos... mas infelizmente, a pata morreu ( foi o instinto do Zola, o nosso cão, que é um cão de presa...há quem diga que não tem a ver com instinto mas com dentes...enfim...)
Como a D.São tinha uma galinha a chocar uns ovinhos...acrescentou-lhe mais alguns e contra as espectativas, conseguiram nasceram 7 patos!!!! Honestamente não sei destinguir um pato de uma pata...não sei se estes 7 brevemente se transformarão em 70...a ver vamos...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A Ana...
"O mês do cuco, é o mês de Março.O mês que mais gosto... gosto de me por a pé bem cedo, ir monte acima a ouvir o cuco... a frescura das manhãs com o cuco a cantar...
...Ai!!! nos dias de calor, quando abro a poça a água corre pelos regos, eu com os pés descalços, a frescura da água nos meus pés..."
A minha tia Ana, é uma mulher do campo... não sabe viver de outra coisa, fala do trabalho com brilho nos olhos... Agora a vida tirou-lhe o campo, tirou-lhe a frescura das manhãs... tirou-lhe a água a correr nos pés, deu-lhe uma doença, deu-lhe uma cama de hospital... tirou-lhe as forças!!! Não sei o dia de amanhã...mas gostava que ela voltasse monte a cima no mês de março a ouvir o cuco...
...Ai!!! nos dias de calor, quando abro a poça a água corre pelos regos, eu com os pés descalços, a frescura da água nos meus pés..."
A minha tia Ana, é uma mulher do campo... não sabe viver de outra coisa, fala do trabalho com brilho nos olhos... Agora a vida tirou-lhe o campo, tirou-lhe a frescura das manhãs... tirou-lhe a água a correr nos pés, deu-lhe uma doença, deu-lhe uma cama de hospital... tirou-lhe as forças!!! Não sei o dia de amanhã...mas gostava que ela voltasse monte a cima no mês de março a ouvir o cuco...
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